terça-feira, 4 de novembro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Quebrador de pedras
Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida. Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que freqüentavam a mansão."Quão poderoso é este mercador!" pensou o quebrador de pedras. Ele ficou muito invejoso disso e desejou que ele pudesse ser como o comerciante. Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele.Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem."Quão poderoso é este oficial!" ele pensou. "Gostaria de poder ser um alto oficial!" Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo."Quão poderoso é o Sol!" ele pensou. "Gostaria de ser o Sol!" Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando seus raios para a terra sobre tudo e todos, crestando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas um dia uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele."Quão poderosa é a nuvem de tempestade!" ele pensou "Gostaria de ser uma nuvem!" Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava sendo empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso."Quão poderoso é o Vento!" ele pensou. "Gostaria de ser o vento!" Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra. Mas em determinado momento ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse em sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha."Quão poderosa é a rocha!" ele pensou. "Gostaria de ser uma rocha!" Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ele ouviu o som de um martelo batendo em um cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu a si mesmo sendo despedaçado."O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?!?" pensou surpreso. Ele olhou para baixo de si e viu a figura de um quebrador de pedras.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
O que o dicionário diz que é normal.
do Lat. normale adj. 2 gén.,
conforme à norma ou à regra comum;
que serve de regra, de modelo;
exemplar;
habitual;
ordinário;s. f.,
linha perpendicular à tangente ou ao plano tangente, no ponto de contacto;
recta perpendicular a um plano.
conforme à norma ou à regra comum;
que serve de regra, de modelo;
exemplar;
habitual;
ordinário;s. f.,
linha perpendicular à tangente ou ao plano tangente, no ponto de contacto;
recta perpendicular a um plano.
sábado, 11 de outubro de 2008
Entre dois mundos
Um feito de sonhos
Outro pura realidade
Um barulhento e caótico
Outro com o mais belo som
Um escuro, porém muito colorido
Outro, pura luz
Um com atores, estórias
Outro com todos os teatros
Um em eterna mutação
Outro eternamente imutável.
Quando um se depara com outro, um espelho, dizem a sí mesmos.
- Você não vale nada !!
Em segredo são grandes amigos.
Outro pura realidade
Um barulhento e caótico
Outro com o mais belo som
Um escuro, porém muito colorido
Outro, pura luz
Um com atores, estórias
Outro com todos os teatros
Um em eterna mutação
Outro eternamente imutável.
Quando um se depara com outro, um espelho, dizem a sí mesmos.
- Você não vale nada !!
Em segredo são grandes amigos.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Como o Mal Gera o Mal
Um eremita caminhava por um lugar deserto quando chegou a uma gruta enorme cuja entrada não era facilmente visível. Decidiu descansar e entrou. Logo notou o brilhante reflexo da luz sobre um monte de ouro.
Assim que se deu conta do que tinha visto, o eremita começou a correr, fugindo o mais depressa que pode.
Acontece que havia três ladrões que passavam muito tempo naquele ponto do deserto com a intenção de roubar viajantes. Logo o homem piedoso passou por eles. Os ladrões se surpreenderam, alarmaram-se até, vendo o homem correndo sem que ninguém o perseguisse. Saíram de seu esconderijo e detiveram-no, perguntando-lhe o que estava acontecendo.
- Estou fugindo do diabo, irmãos - disse. - Ele está me perseguindo.
Os bandidos não conseguiram ver ninguém perseguindo o devoto.
- Mostra-nos quem está atrás de ti - disseram.
- Eu o farei - falou o eremita, com medo deles.
Levou-os em direção à gruta, rogando-lhes que não se aproximassem dela. A essa altura, naturalmente, os ladrões estavam muito curiosos com a advertência e insistiram em ver o motivo de tanto alarme.
- Aqui está a morte que me perseguia - disse o ermitão.
Os malfeitores, é claro, ficaram encantados. Evidentemente consideraram o eremita meio louco e o deixaram ir, enquanto se felicitavam por sua boa sorte.
Em seguida começaram a discutir sobre o que deveriam fazer com sua presa, pois tinham receio de deixar o tesouro novamente só. Decidiram por fim que um deles apanharia um pouco do ouro, iria à cidade, onde trocaria por comida e outras coisas necessárias, e depois procederiam à divisão.
Um dos ladrões se apresentou voluntariamente para realizar a missão. Pensou consigo mesmo:
" Quando chegar à cidade poderei comer tudo o que quiser. Depois envenenarei o resto da comida. Assim os outros dois morrerão, e o tesouro será só meu ".
Na sua ausência, porém, os outros dois também tinham estado pensando.
Tinham decidido que, mal o espertalhão regressasse, o matariam. Depois comeriam sua comida e dividiriam o tesouro em duas partes, em vez de três.
No momento em que o pilantra chegou à gruta com as provisões, os outros dois caíram sobre ele e, a punhaladas, o mataram. A seguir comeram toda a comida, e morreram por causa do veneno que seu companheiro havia posto nela.
Dessa maneira, como o eremita predissera, o ouro realmente tinha significado a morte para os que tinham deixado se influenciar por ele, e o tesouro permaneceu onde estava, na gruta, por muito tempo.
Extraído de'Histórias da Tradição Sufi'Edições Dervish 1993
Assim que se deu conta do que tinha visto, o eremita começou a correr, fugindo o mais depressa que pode.
Acontece que havia três ladrões que passavam muito tempo naquele ponto do deserto com a intenção de roubar viajantes. Logo o homem piedoso passou por eles. Os ladrões se surpreenderam, alarmaram-se até, vendo o homem correndo sem que ninguém o perseguisse. Saíram de seu esconderijo e detiveram-no, perguntando-lhe o que estava acontecendo.
- Estou fugindo do diabo, irmãos - disse. - Ele está me perseguindo.
Os bandidos não conseguiram ver ninguém perseguindo o devoto.
- Mostra-nos quem está atrás de ti - disseram.
- Eu o farei - falou o eremita, com medo deles.
Levou-os em direção à gruta, rogando-lhes que não se aproximassem dela. A essa altura, naturalmente, os ladrões estavam muito curiosos com a advertência e insistiram em ver o motivo de tanto alarme.
- Aqui está a morte que me perseguia - disse o ermitão.
Os malfeitores, é claro, ficaram encantados. Evidentemente consideraram o eremita meio louco e o deixaram ir, enquanto se felicitavam por sua boa sorte.
Em seguida começaram a discutir sobre o que deveriam fazer com sua presa, pois tinham receio de deixar o tesouro novamente só. Decidiram por fim que um deles apanharia um pouco do ouro, iria à cidade, onde trocaria por comida e outras coisas necessárias, e depois procederiam à divisão.
Um dos ladrões se apresentou voluntariamente para realizar a missão. Pensou consigo mesmo:
" Quando chegar à cidade poderei comer tudo o que quiser. Depois envenenarei o resto da comida. Assim os outros dois morrerão, e o tesouro será só meu ".
Na sua ausência, porém, os outros dois também tinham estado pensando.
Tinham decidido que, mal o espertalhão regressasse, o matariam. Depois comeriam sua comida e dividiriam o tesouro em duas partes, em vez de três.
No momento em que o pilantra chegou à gruta com as provisões, os outros dois caíram sobre ele e, a punhaladas, o mataram. A seguir comeram toda a comida, e morreram por causa do veneno que seu companheiro havia posto nela.
Dessa maneira, como o eremita predissera, o ouro realmente tinha significado a morte para os que tinham deixado se influenciar por ele, e o tesouro permaneceu onde estava, na gruta, por muito tempo.
Extraído de'Histórias da Tradição Sufi'Edições Dervish 1993
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Verdade e mentira
Em dada ocasião, um rei chamou Nasrudin para se consolar:- Ah, Mullá, estou triste. Meu povo anda mentindo demais, não sei mais o que fazer. O que posso fazer quando o povo me falta com a verdade.- Acontece, rei - respondeu Nasrudin - que nem sempre é fácil diferenciar a verdade da mentira.- Mas é claro que é, Mullá - retrucou o rei - a verdade impele ao bem, enquanto a mentira só visa enganar...- Essa é a teoria, mas é preciso que todos saibam na prática o que é mentira e o que é verdade...Assim Nasrudin combinou com o rei e com o carrasco da corte que na manhã seguinte todos os cidadãos iriam ser levados para fora dos muros da cidade e antes de entrarem o carrasco deveria perguntar o que queriam fazer na cidade, os que mentissem, seriam enforcados em praça pública.E assim foi. Na manhã seguinte estavam todos os cidadãos em frente ao portal da cidade e o capataz falou:- Todos os que desejam entrar na cidade devem me dizer o motivo, aqueles que mentirem serão enforcados.- Eu serei o primeiro - disse Nasrudin, e se encaminhou na direção do carrasco.- Por que quer entrar na cidade? - perguntou.- Eu estou indo ser enforcado naquela forca - e apontou para a praça.- Isso é uma mentira, Mullá!!! - disse o carrasco.- Se estou mentindo, então me enforque, oras!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A Serpente e o Homem Sábio
Nos arredores de uma pequena aldeia na India, vivia uma serpente negra. Sua picada não era fatal, mas deixava um homem doente por várias semanas. E muitos da aldeia já tinham sido mordidos. A serpente era rápida e maligna. Ela atormentava a aldeia.
Aconteceu numa primavera, de um homem sábio que fazia sua peregrinação anual, passar pela aldeia. Seus habitantes, adultos e crianças apressaram-se em correr e aglomerar-se ao seu redor para pedir suas bençãos. Um camponês, ao contrário, postou-se fora da multidão, e aguardou até que o sábio colocasse sua mão na última cabeça, e foi então que se aproximou e disse:
- Venerável sábio, eu não venho pedir uma benção para mim apenas, mas para toda a aldeia. Se você puder nos livrar da serpente que nos atormenta , então seremos verdadeiramente abençoados, não só em palavras mas em ação.
O homem sábio pediu então que o conduzissem ao local onde havia um buraco no qual a serpente vivia. Ao se aproximar, o homem sábio viu a serpente toda enrolada em espiral, deitada próxima ao buraco. O sol iluminando seu corpo macio e gordo, fazia brilhar faixas verdes e amarelas que compunham seu couro negro.
- "Serpente" – murmurou o homem sábio. Eu vim conversar com você. A serpente ergueu sua cabeça e encarou o homem sábio com seus olhos vidrados.
- "Serpente" – sussurrou o homem. "Você tem que se desviar desse mau caminho por onde você tem deslizado". " A vida é curta. Quem saberá quantas outras tantas vidas você terá que viver para reparar esta?"
E começou a acariciar suavemente as costas da serpente. A serpente abaixou a cabeça e fechou seus olhos. E o homem sábio continuou a falar baixinho:
- "Serpente, você deve trilhar um caminho de paz, viver em harmonia com todos os seres vivos"
Nessa hora a serpente silvou longa e nefastamente. Mas o homem sábio persistiu, sussurrando e acariciando suas costas. Devagarinho a serpente foi se desenrolando. E começou a se balançar suavemente como que acompanhando o ritmo dos sons suaves do homem sábio. Ele por sua vez escolhia cuidadosamente suas palavras, até cativar totalmente a serpente. Anoiteceu e o sábio ainda estava ali a falar e a acariciar a serpente mansamente. Finalmente ele disse:
- "Serpente, eu preciso ir agora. Mas vamos fazer um pacto. Por um ano inteiro você não fará mal aos habitantes da aldeia. Ao findar um ano eu voltarei e conversaremos novamente"
A serpente concordou e aceitou a promessa. Um ano se passou e novamente o homem sábio parou na frente do buraco da serpente e chamou:
- "Serpente, serpente, eu estou aqui". O homem sábio esperou por algum tempo até que viu a serpente sair com muito esforço e devagarinho.Ele viu também muita dor e sofrimento. Seu corpo antes macio e lustroso, agora definhava, opaco e magro. Sua pele estava coberta com enormes cicatrizes e feridas algumas ainda em chagas.
- "Serpente, querida serpente".Gritou e chorou o homem sábio. "Quem fez isso com você?"
Falando baixo mas sem amargura, a serpente contou sua história. Quando os camponeses souberam da sua transformação, eles começaram por sua vez a atormentá-la. De longe, primeiro atiravam pedras e paus. Depois, vendo que ela não reagia, chegaram mais perto então.
- "Eu cumpri minha promessa" – disse a serpente. "E o resultado é que não posso mais dormir ao sol sem ser beliscada, pisoteada ou chutada. Eu errei em ouví-lo. Você é o responsável pelo meu sofrimento"O homem sábio acariciou suavemente a fina pele da serpente.
- "Ah pobre serpente, eu sou realmente culpado. Seu tormento é inteiramente minha falha, pois eu não soube me expressar adequadamente. Eu pedi que você parasse de atacar os camponeses, mas não que parasse de silvar para eles"
Tradução livre a partir de "Stories from an Eastern Coffee House"
Nos arredores de uma pequena aldeia na India, vivia uma serpente negra. Sua picada não era fatal, mas deixava um homem doente por várias semanas. E muitos da aldeia já tinham sido mordidos. A serpente era rápida e maligna. Ela atormentava a aldeia.
Aconteceu numa primavera, de um homem sábio que fazia sua peregrinação anual, passar pela aldeia. Seus habitantes, adultos e crianças apressaram-se em correr e aglomerar-se ao seu redor para pedir suas bençãos. Um camponês, ao contrário, postou-se fora da multidão, e aguardou até que o sábio colocasse sua mão na última cabeça, e foi então que se aproximou e disse:
- Venerável sábio, eu não venho pedir uma benção para mim apenas, mas para toda a aldeia. Se você puder nos livrar da serpente que nos atormenta , então seremos verdadeiramente abençoados, não só em palavras mas em ação.
O homem sábio pediu então que o conduzissem ao local onde havia um buraco no qual a serpente vivia. Ao se aproximar, o homem sábio viu a serpente toda enrolada em espiral, deitada próxima ao buraco. O sol iluminando seu corpo macio e gordo, fazia brilhar faixas verdes e amarelas que compunham seu couro negro.
- "Serpente" – murmurou o homem sábio. Eu vim conversar com você. A serpente ergueu sua cabeça e encarou o homem sábio com seus olhos vidrados.
- "Serpente" – sussurrou o homem. "Você tem que se desviar desse mau caminho por onde você tem deslizado". " A vida é curta. Quem saberá quantas outras tantas vidas você terá que viver para reparar esta?"
E começou a acariciar suavemente as costas da serpente. A serpente abaixou a cabeça e fechou seus olhos. E o homem sábio continuou a falar baixinho:
- "Serpente, você deve trilhar um caminho de paz, viver em harmonia com todos os seres vivos"
Nessa hora a serpente silvou longa e nefastamente. Mas o homem sábio persistiu, sussurrando e acariciando suas costas. Devagarinho a serpente foi se desenrolando. E começou a se balançar suavemente como que acompanhando o ritmo dos sons suaves do homem sábio. Ele por sua vez escolhia cuidadosamente suas palavras, até cativar totalmente a serpente. Anoiteceu e o sábio ainda estava ali a falar e a acariciar a serpente mansamente. Finalmente ele disse:
- "Serpente, eu preciso ir agora. Mas vamos fazer um pacto. Por um ano inteiro você não fará mal aos habitantes da aldeia. Ao findar um ano eu voltarei e conversaremos novamente"
A serpente concordou e aceitou a promessa. Um ano se passou e novamente o homem sábio parou na frente do buraco da serpente e chamou:
- "Serpente, serpente, eu estou aqui". O homem sábio esperou por algum tempo até que viu a serpente sair com muito esforço e devagarinho.Ele viu também muita dor e sofrimento. Seu corpo antes macio e lustroso, agora definhava, opaco e magro. Sua pele estava coberta com enormes cicatrizes e feridas algumas ainda em chagas.
- "Serpente, querida serpente".Gritou e chorou o homem sábio. "Quem fez isso com você?"
Falando baixo mas sem amargura, a serpente contou sua história. Quando os camponeses souberam da sua transformação, eles começaram por sua vez a atormentá-la. De longe, primeiro atiravam pedras e paus. Depois, vendo que ela não reagia, chegaram mais perto então.
- "Eu cumpri minha promessa" – disse a serpente. "E o resultado é que não posso mais dormir ao sol sem ser beliscada, pisoteada ou chutada. Eu errei em ouví-lo. Você é o responsável pelo meu sofrimento"O homem sábio acariciou suavemente a fina pele da serpente.
- "Ah pobre serpente, eu sou realmente culpado. Seu tormento é inteiramente minha falha, pois eu não soube me expressar adequadamente. Eu pedi que você parasse de atacar os camponeses, mas não que parasse de silvar para eles"
Tradução livre a partir de "Stories from an Eastern Coffee House"
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Uma estória crística.
Essa eu escutei do Satyaprem;
Havia um monge hare krishna muito devotado que desejava muito encontrar-se com krishna ainda em vida e passava muito tempo do seu dia cantando hare krishna, hare krishna...
Um dia um cãozinho todo sarnoso entrou no seu local de meditação ele enxotou o bicho pra fora.
Ele seguia cantanto devotadamente, cumprindo todas as suas obrigações religiosas com total dedicação.
No dia seguinte entrou um mosquito voando no seu local de meditação e ele com um bater de palmas matou o inseto.
E seguia a prática religiosa quando um dia ele se banhava à beira de um rio e apareceu uma moça bonita, totalmente nua e ele nervoso mandou a moça embora, tentação !
Passou um tempo o monge morreu e claro, se encontrou com Krishna. Então reclamou;
- Poxa agora não adianta, eu sabia que ia me encontrar com você depois que eu morresse. Eu queria encontrar contigo em vida !
Krishna entao respondeu.
-Você se encontrou comigo várias vezes, eu era um cão sarnento procurando abrigo você me enxotou, eu era um mosquito querendo se alimentar e você me matou, eu era uma moça bonita precisando de amor e você me mandou embora.
Pra quem não sabe as estórias de Jesus Cristo e Krishna são a mesma, ocorrida em tempo/espaço diferentes na história.
Havia um monge hare krishna muito devotado que desejava muito encontrar-se com krishna ainda em vida e passava muito tempo do seu dia cantando hare krishna, hare krishna...
Um dia um cãozinho todo sarnoso entrou no seu local de meditação ele enxotou o bicho pra fora.
Ele seguia cantanto devotadamente, cumprindo todas as suas obrigações religiosas com total dedicação.
No dia seguinte entrou um mosquito voando no seu local de meditação e ele com um bater de palmas matou o inseto.
E seguia a prática religiosa quando um dia ele se banhava à beira de um rio e apareceu uma moça bonita, totalmente nua e ele nervoso mandou a moça embora, tentação !
Passou um tempo o monge morreu e claro, se encontrou com Krishna. Então reclamou;
- Poxa agora não adianta, eu sabia que ia me encontrar com você depois que eu morresse. Eu queria encontrar contigo em vida !
Krishna entao respondeu.
-Você se encontrou comigo várias vezes, eu era um cão sarnento procurando abrigo você me enxotou, eu era um mosquito querendo se alimentar e você me matou, eu era uma moça bonita precisando de amor e você me mandou embora.
Pra quem não sabe as estórias de Jesus Cristo e Krishna são a mesma, ocorrida em tempo/espaço diferentes na história.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Ser, saber. É só.
Você já existe: isso é suficiente. Possui o dom de Ser e de Saber: Nada mais é necessário. Simplesmente, flua sendo Aquilo que sempre tem Sido. O resto se faz sozinho.
Sesha
Sesha
Atenção
Onde está sua atenção agora ? No Blog ? Que bom ! Pode ser que você esteja voltando a atenção para a consciência de quem você É.
Agora está nesse texto, mas e no resto do tempo ?
Onde quer que esteja focada sua atenção durante o tempo, é essa coisa que você está sendo atenção que está usando você.
Atenção !
Agora está nesse texto, mas e no resto do tempo ?
Onde quer que esteja focada sua atenção durante o tempo, é essa coisa que você está sendo atenção que está usando você.
Atenção !
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Os cães ladram porém a caravana segue.
Eu tinha dado um tempo de escrever esse blog depois do encontro estarrecedor com o superego. Daí veio uma pessoa disse que tinha gostado do que tinha lido, e como eu tenho um leitor o ego voltou, eu dei boas vindas a ambos, o ego e o leitor e resolvi hoje fazer essa postagem.
Beijo leitor, sigo escrevendo só pra você. Um papo, como diria um amigo meu, de Silva pra Silva.
Beijo leitor, sigo escrevendo só pra você. Um papo, como diria um amigo meu, de Silva pra Silva.
sábado, 13 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Vivia em uma aldeia um monge chamado Hakuim que era respeitado por todos os moradores do lugar.
Certa vez uma moça da aldeia ficou grávida e disse que o filho era de Hakuim.
Os pais da moça foram à sua casa e o destrataram brutalmente. A que Hakuim disse apenas:
- É mesmo?
Todos os moradores da aldeia se revoltaram contra ele e começaram a agredi-lo com xingamentos grosseiros e jogando-lhe pedras quando ele passava pelas ruas.
Quando a criança nasceu os pais da moça voltaram à casa de Hakuim e entregaram-lhe o filho.
Hakuim apenas disse:
- É mesmo?
O monge acolheu a criança cuidando dela com todo o carinho, pedindo esmolas para comprar o leite para o menino e desdobrando-se em atenção com o pequeno.
Um ano havia se passado e a moça aflita com aquela situação resolveu revelar a verdade, dizendo que o verdadeiro pai não era Hakuim e sim o açougueiro.
Os pais da moça voltaram envergonhados à casa de Hakuim, explicaram-lhe toda a verdade, desculpando-se, e pediram a criança de volta.
Hakuim escuta toda a história atento e devolve-lhes o menino dizendo:
- É mesmo?
Certa vez uma moça da aldeia ficou grávida e disse que o filho era de Hakuim.
Os pais da moça foram à sua casa e o destrataram brutalmente. A que Hakuim disse apenas:
- É mesmo?
Todos os moradores da aldeia se revoltaram contra ele e começaram a agredi-lo com xingamentos grosseiros e jogando-lhe pedras quando ele passava pelas ruas.
Quando a criança nasceu os pais da moça voltaram à casa de Hakuim e entregaram-lhe o filho.
Hakuim apenas disse:
- É mesmo?
O monge acolheu a criança cuidando dela com todo o carinho, pedindo esmolas para comprar o leite para o menino e desdobrando-se em atenção com o pequeno.
Um ano havia se passado e a moça aflita com aquela situação resolveu revelar a verdade, dizendo que o verdadeiro pai não era Hakuim e sim o açougueiro.
Os pais da moça voltaram envergonhados à casa de Hakuim, explicaram-lhe toda a verdade, desculpando-se, e pediram a criança de volta.
Hakuim escuta toda a história atento e devolve-lhes o menino dizendo:
- É mesmo?
Ego, superego
Quando uma criança de mais ou menos dois anos começa a se entender enquanto individualidade, é o príncípio da formação daquilo que se deu o nome em psicologia de ego. Ego seria segundo o entendimento de alguns uma identificação do eu. Você se olha no espelho e sabe que aquele é eu (sou eu), você pensa que aquilo é você e realmente o ego acredita estar certo, sim eu sou desse jeito. A partir do momento em que o indivíduo passa a fazer um autoquestionamento de quem ele é na verdade, aparece um vazio, uma lacuna, um abismo insondável e o primeiro a ficar com medo é o ego, na verdade ele se dá conta que seus dias estão contados nesse momento e começa a querer ir embora. É, esse cara não gosta de ser observado quando você dá uma boa olhada pra ele e reconhece que ele não é o seu Eu verdadeiro ele dá uma sumidinha, mas sutilmente volta mais tarde pra ocupar o seu lugar na mente.
Ocorre que você perceber seu ego é até um processo fácil. Até que chega um momento do autoquestionamento onde um outro carinha é revelado, se você ainda não conhecia, te apresento o superego. Esse sempre ganha do ego, diz a ele que ele está errado e quem tem a razão é o super, afinal ele é quem está do lado de Deus. O superego foi designado para ter mais razão que o ego e sempre vai ganhar, é pra isso que ele existe. Mas espere um momento... Eu também não sou esse que está pensa que tem mais razão que o ego. Simplesmente porque ele também aparece em alguns momentos e em outros não. Sendo asssim não é verdadeiro.
Não há nenhum problema em ter ego ou mesmo superego. O problema é quando você confunde essa criação mental com realidade. Ambos têm um enorme propósito na história da humanidade, mas é preciso, não que eles sejam eliminados mas percebidos. É importante não se identificar com esses personagens porque se você achar que eles são você, é um caminho muito direto para o sofrimento.
A graça divina chega até você sem que você tenha feito coisas para merecer, por isso chama graça. Um indivíduo que é tocado por essa graça se sente como se tivesse recebido um beijo do criador, não sabe o que fazer para responder a isso. Então ele resolve seguir o caminho do "bem". As vezes sem que se perceba toma algumas verdades para sí, algumas liberdades para sí. Então chega o momento de tomar uma bofetada do divino. O Superego é revelado e começa a desmoronar. Recebe um tapão por ter tentado aprisionar, e tomar pra sí aquilo que é Liberdade. Acorda palhaço, a Liberdade não é sua. Ela é livre não vai se submeter àquilo que queremos. Você na verdade não é só livre, sua essência é Liberdade. Ao receber essa bofetada a pessoa que tem o intento verdadeiro em que a Verdade seja vivida cai de joelhos no chão e chora... chora e agradece por ter recebido a bofetada que te leva a um lugar tão profundo quanto o beijo carinhoso da graça divina.
Eu gosto muito de ir ao teatro, mas quando eu estiver no teatro prefiro estar consciente de que estou assistindo a uma dramatização e não confundindo que aquilo é a realidade da minha existência com o que está sendo visto.
A ferramenta básica da autoinvestigação é a pergunta. Quem sou Eu ?
Essa resposta permanecerá intocada em um lugar bem protegido das intenções egóicas da mente e seus artifícios, seus intentos de agingir a iluminação, o despertar. Dentro dessa pergunta que é ferramenta poderosa, outra pergunta. Porque eu quero ser uma pessoa iluminada ? Por que estou buscando a verdade ?
Fora da compreensão da mente. Vamos visitar outras salas porque a sala da mente, nossa preferida chega a um esgotamento e a um limite.
Ocorre que você perceber seu ego é até um processo fácil. Até que chega um momento do autoquestionamento onde um outro carinha é revelado, se você ainda não conhecia, te apresento o superego. Esse sempre ganha do ego, diz a ele que ele está errado e quem tem a razão é o super, afinal ele é quem está do lado de Deus. O superego foi designado para ter mais razão que o ego e sempre vai ganhar, é pra isso que ele existe. Mas espere um momento... Eu também não sou esse que está pensa que tem mais razão que o ego. Simplesmente porque ele também aparece em alguns momentos e em outros não. Sendo asssim não é verdadeiro.
Não há nenhum problema em ter ego ou mesmo superego. O problema é quando você confunde essa criação mental com realidade. Ambos têm um enorme propósito na história da humanidade, mas é preciso, não que eles sejam eliminados mas percebidos. É importante não se identificar com esses personagens porque se você achar que eles são você, é um caminho muito direto para o sofrimento.
A graça divina chega até você sem que você tenha feito coisas para merecer, por isso chama graça. Um indivíduo que é tocado por essa graça se sente como se tivesse recebido um beijo do criador, não sabe o que fazer para responder a isso. Então ele resolve seguir o caminho do "bem". As vezes sem que se perceba toma algumas verdades para sí, algumas liberdades para sí. Então chega o momento de tomar uma bofetada do divino. O Superego é revelado e começa a desmoronar. Recebe um tapão por ter tentado aprisionar, e tomar pra sí aquilo que é Liberdade. Acorda palhaço, a Liberdade não é sua. Ela é livre não vai se submeter àquilo que queremos. Você na verdade não é só livre, sua essência é Liberdade. Ao receber essa bofetada a pessoa que tem o intento verdadeiro em que a Verdade seja vivida cai de joelhos no chão e chora... chora e agradece por ter recebido a bofetada que te leva a um lugar tão profundo quanto o beijo carinhoso da graça divina.
Eu gosto muito de ir ao teatro, mas quando eu estiver no teatro prefiro estar consciente de que estou assistindo a uma dramatização e não confundindo que aquilo é a realidade da minha existência com o que está sendo visto.
A ferramenta básica da autoinvestigação é a pergunta. Quem sou Eu ?
Essa resposta permanecerá intocada em um lugar bem protegido das intenções egóicas da mente e seus artifícios, seus intentos de agingir a iluminação, o despertar. Dentro dessa pergunta que é ferramenta poderosa, outra pergunta. Porque eu quero ser uma pessoa iluminada ? Por que estou buscando a verdade ?
Fora da compreensão da mente. Vamos visitar outras salas porque a sala da mente, nossa preferida chega a um esgotamento e a um limite.
domingo, 7 de setembro de 2008
A percepção das cores
As cores só existem se três componentes estiverem presentes: um observador ( isso é muito importante), um objeto e luz. Apesar da luz branca ser normalmente encarada como "sem cor", na realidade ela contém todas as cores do espectro visível. Quando a luz branca atinge um objeto ele absorve algumas cores e reflete outras; somente as cores refletidas contribuem para a interpretação da cor feita pelo observador.
Tempo, espaço
Segundo Albert Einstein "Time and space are modes by which we think, and not conditions in which we live."-
Ou seja, tempo e espaço são modos como pensamos e não condições em que vivemos.
Vamos tentar entender um pouquinho disso ?
Se você fosse um astronauta e estivesse relativamente longe do planeta terra como saberia onde está e que horas são. E se a bateria do seu relógio digital infalível falhasse ? É... ficaria um pouco complicado saber que dia é hoje e que horas são porque você não estaria a bordo de um planeta que dá um giro sobre si mesmo a cada 24 horas e que também gira em torno do sol a cada 365 dias. Isso é relativo, relativo ao sol. Segundo os astronomos o sol é uma estrela bem pequena em relação a outras que existem por ai e está em extinçao. Mas a gente não vai ficar aqui pra ver... vai demorar muito tempo... Tempo ? Existe ?
E o espaço ? Você, amigo astronauta já estaria em um ponto da sua viagem em relação ao planeta terra onde não seria mais possível voltar pois a energia da sua espaçonave, imaginemos, não é suficiente para voltar ou a inércia que te desloca no vazio não está vetorialmente pra onde voce voluntáriamente gostaria, a terra. Seu espaço como conheçemos também deixaria de existir porque tudo que você teria à disposição para fazer correlações seria seu próprio Eu.
Einstein explicou que tudo que se move, move-se em relação a algo, teoria da relatividade. E=mc². Muito sintético esse cara.
Outro dia ví um indiano falando que aquilo que a gente chama de vida nada mais é que engolir o futuro e transformá-lo em passado. Só tem um detalhe... o passado e o futuro não estão aqui agora, são impressões mentais.
Segundo o mesmo indiano, coloco um vídeozinho do figura aqui só pra vocês terem uma impressão dele, aquilo que chamamos de pensamentos nada mais é que uma tentativa de pegar sua impressão do passado e planejar um futuro assim mais confortável. Já adianto a quem estiver interessado que não vai funcionar. Mas pra citar mais um carinha genial A vida é o que te acontece enquanto você faz outros planos (Jonh Lennon)
Ou seja, tempo e espaço são modos como pensamos e não condições em que vivemos.
Vamos tentar entender um pouquinho disso ?
Se você fosse um astronauta e estivesse relativamente longe do planeta terra como saberia onde está e que horas são. E se a bateria do seu relógio digital infalível falhasse ? É... ficaria um pouco complicado saber que dia é hoje e que horas são porque você não estaria a bordo de um planeta que dá um giro sobre si mesmo a cada 24 horas e que também gira em torno do sol a cada 365 dias. Isso é relativo, relativo ao sol. Segundo os astronomos o sol é uma estrela bem pequena em relação a outras que existem por ai e está em extinçao. Mas a gente não vai ficar aqui pra ver... vai demorar muito tempo... Tempo ? Existe ?
E o espaço ? Você, amigo astronauta já estaria em um ponto da sua viagem em relação ao planeta terra onde não seria mais possível voltar pois a energia da sua espaçonave, imaginemos, não é suficiente para voltar ou a inércia que te desloca no vazio não está vetorialmente pra onde voce voluntáriamente gostaria, a terra. Seu espaço como conheçemos também deixaria de existir porque tudo que você teria à disposição para fazer correlações seria seu próprio Eu.
Einstein explicou que tudo que se move, move-se em relação a algo, teoria da relatividade. E=mc². Muito sintético esse cara.
Outro dia ví um indiano falando que aquilo que a gente chama de vida nada mais é que engolir o futuro e transformá-lo em passado. Só tem um detalhe... o passado e o futuro não estão aqui agora, são impressões mentais.
Segundo o mesmo indiano, coloco um vídeozinho do figura aqui só pra vocês terem uma impressão dele, aquilo que chamamos de pensamentos nada mais é que uma tentativa de pegar sua impressão do passado e planejar um futuro assim mais confortável. Já adianto a quem estiver interessado que não vai funcionar. Mas pra citar mais um carinha genial A vida é o que te acontece enquanto você faz outros planos (Jonh Lennon)
sábado, 6 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
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